segunda-feira, 22 de setembro de 2008

É desejando que se aprende.


E o mundo ainda pensa que devemos nos enquadrar.
Logo eu penso que eles devem se ajustar.

Eu vi nos olhos de quem viu, sangue e terror, medo, pavor.
Uma ameaça que faz pensar em quebra de estruturas e desordem.
Mas o que queremos mais do que a desordem total?
Porque não viver de fato, como deveríamos ter vivido antes?
Porque o homem é hipócrita o suficiente pra ter que viver a mando de alguém.
Nenhum deus, nenhum patrão, life free!
É desejando que se aprende.

domingo, 14 de setembro de 2008

Tudo aquilo que eu li, aqueles romances...
Pra quê?
Se eu descrubo hoje que o que eu quero não passa de desejo?
Qual é a graça de ser o amor de alguém.
Alguém que ter quer bem?
Eu quero meu bem, basta.
Amor, olha de que eu falo, amor nem sequer existe.
Casais se unem por dogmas e nem sabem, pensam que é
um símbolo de um enlace.
As pessoas deveriam se amar como amigos, e irmãos,
casais fazem sexo, amigos trocam amor e confidências.
Somos humanos, devemos saciar nossos desejos.
Sentimentos são... Nem sei dizer.

Tema vivo.

Acordou; andou; pegou uma folha; um lápis;
sentou; pensou; ouviu; olhou;
pensou em alguém; chorou.
Olhou para o papel; contornou a margem.
Escreveu palavras sem nexo...
[foi pegar uma xícara de café].

sábado, 6 de setembro de 2008

A Knut.

Depois de ouvir aquelas histórias rudes e ríspidas.
Perdeu as esperanças sobre o seu amanhã.
Deitou-se.
Olhou para a mesa no canto do quarto.
[O único móvel que possuia.]
Viu o livro, de um autor qualquer.
O livro que não pegava há tempos.
O seu estômago doía de tanta fome.
Não tinha visto hoje nem um pedaço de pão na sua frente.
Virou para o lado, afim de não pegar o livro.
Viu a brecha de luz que iluminava todo o quarto.
Parou de se mexer por entre os cobertores.
Silêncio.
Em seguida murmúrios de um casal feliz no quarto ao lado.
Colocou um trapo sobre os olhos.
E nem quis saber sobre amanhã.
Pensou: "Quer saber? Que o amanhã morra hoje!"