sábado, 6 de setembro de 2008

A Knut.

Depois de ouvir aquelas histórias rudes e ríspidas.
Perdeu as esperanças sobre o seu amanhã.
Deitou-se.
Olhou para a mesa no canto do quarto.
[O único móvel que possuia.]
Viu o livro, de um autor qualquer.
O livro que não pegava há tempos.
O seu estômago doía de tanta fome.
Não tinha visto hoje nem um pedaço de pão na sua frente.
Virou para o lado, afim de não pegar o livro.
Viu a brecha de luz que iluminava todo o quarto.
Parou de se mexer por entre os cobertores.
Silêncio.
Em seguida murmúrios de um casal feliz no quarto ao lado.
Colocou um trapo sobre os olhos.
E nem quis saber sobre amanhã.
Pensou: "Quer saber? Que o amanhã morra hoje!"


Um comentário:

Claudia disse...

É.
Tem dia que eu quero mais é o meu edredon e só.

:)